20 abril, 2009
Pela blogosfera...
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20.4.09
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06 abril, 2009
Frutos
Pêssegos, peras, laranjas,
morangos, cerejas, figos,
maçãs, melão, melancia,
ó música de meus sentidos,
pura delícia da língua;
deixai-me agora falar
do fruto que me fascina,
pelo sabor, pela cor,
pelo aroma das sílabas:
tangerina, tangerina.
Eugénio de Andrade
"Pequeno Formato",
Fundação Eugénio de Andrade, Porto, 1997
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6.4.09
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01 abril, 2009
Final Distrital do Concurso Nacional de Leitura
De leitura obrigatória, andaram as nossas alunas várias semanas com as obras de Manuel Alegre e José Jorge Letria, indo no dia aprazado, participar no concurso juntamente com dezenas de outros colegas de muitas escolas do nosso Distrito.
Acompanhadas por duas professoras (Florbela Lima e Noémia Maria) que se revezaram ao longo do dia, responderam ao questionário que lhes foi apresentado, saborearam um gostoso almoço no Museu do Vinho e visitaram as suas instalações, numa visita programada, sempre atentas às explicações que iam sendo dadas pela funcionária do Museu. Assistiram ainda, e de novo na Biblioteca Municipal, à nomeação dos alunos vencedores que, por terem sido os que melhor pontuação obtiveram na prova, passaram à Final Nacional.
Estão todos de parabéns! Os apurados, todos os participantes e as “nossas meninas”, pelo seu empenhamento, pelo seu bom comportamento e pela sua curiosidade em relação às “Letras” e à Cultura em geral.
Filipa Moreira - 7º D
Maria Gabriela Tavares - 8º B
Joana Pinhal - 9º A
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1.4.09
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30 março, 2009
Trabalho de Língua Portuguesa
"Teatro de Fantoches"
(Em exposição na biblioteca)
Autoria de Guilherme Soares e Patrícia Jesus | 5ºB
Professora Língua Portuguesa: Margarida Moura
Baseado na obra literária "O Rapaz de Bronze" de Sophia de Mello Breyner Andresen
"Era uma vez um jardim onde à noite todas as plantas ganhavam vida"
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30.3.09
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27 março, 2009
26 março, 2009
Concurso Biblioleitura 2009
Alunos Vencedores
Língua Portuguesa:
Pedro Ferreira, 6ºC, EB 2,3 de Vilarinho
Língua Estrangeira:
Cecília Cadima, 7ºD, EB 2,3 de Vilarinho
Lorredana Pereira, 8ºB, EB 2,3 de Vilarinho

A entrega dos prémios realizar-se-á na Biblioteca na próxima 6ª feira, dia 27 de Março, pelas 10h40m.
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26.3.09
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21 março, 2009
Dia Mundial da Árvore e da Poesia
CANÇÃO
O veado
contempla uma flor.
América do Norte, Yaquis
Versão: Herberto Helder
"Rosa do Mundo - 2001 Poemas para o futuro" (Assírio&Alvim, 2001)
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21.3.09
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20 março, 2009
Falta um disco
Ouvimos hoje, na excelente crónica ("Up") de Fernando Alves, na TSF. Ouvir aqui!
Falta um disco
Amor,
estou triste porque
sou o único brasileiro vivo
que nunca viu um disco voador.
Na minha rua todos viram
e falaram com seus tripulantes
na língua misturada de carioca
e de sinais verdes luminescentes
que qualquer um entende, pois não?
Entraram a bordo (convidados)
voaram por aí
por ali, por além
sem necessidade de passaporte
e certidão negativa de IR,
sem dólares, amor, sem dólares.
Voltaram cheio de notícias
e de superioridade.
Olham-me com desprezo benévolo.
Sou o pária,
aquele que vê apenas caminhão
cartaz de cinema, buraco na rua
& outras evidências pedestres.
Um amigo que eu tenho
todas as semanas vai ver o seu disco
na praia de Itaipu.
Este não diz nada pra mim,
de boca, mas o jeito,
os olhos! contam de prodígios
tornados simples de tão semanais
apenas secretos para quem não é
capaz de ouvir e de entender um disco.
Por que a mim, somente a mim
recusa-se o OVNI?
talvez para que a sigla
de todo não se perca, pois enfim
nada existe de mais identificado
do que um disco voador hoje presente
em São Paulo, Bahia
Barra da Tijuca e Barra Mansa.
(Os patores desta aldeia
já me fazem zombaria
pois procuro, em vão procuro
noite e dia
o zumbido, a forma, a cor
de um só disco voador.)
Bem sei que em toda parte
eles circulam: nas praias
no infinito céu hoje finito
até no sítio de um outro amigo em Teresópolis.
Bem sei e sofro
com a falta de confiança neste poeta
que muita coisa viu extraterrena
em sonhos e acordado
viu sereias, dragões
o Príncipe das Trevas
a aurora boreal encarnada em mulher
os sete arcanjos de Congonhas da Luz
e doces almas do outro mundo em procissão.
Mas o disco, o disco?
Ele me foge e ri
de minha busca.
Um passou bem perto (contam)
quase a me roçar. Não viu? Não vi.
Dele desceu (parece)
um sujeitinho furta-cor gentil
puxou-me pelo braço: Vamos (ou: plnx),
talvez...?
Isso me garantem meus vizinhos
e eu, chamado não chamado
insensível e cego sem ouvidos
deixei passar a minha vez.
Amor, estou tristinho, estou tristonho
por ser o só
que nunca viu um disco voador
hoje comum na Rua do Ouvidor.
Carlos Drummond de Andrade
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