07 fevereiro, 2007

Inauguração da Biblioteca


Drum - Loretta Lux

07/02/2007

Programa Cultural
11.00 horas

Inauguração do novo espaço pela Presidente do Conselho Executivo Drª Mª Ivone Saraiva.

Momento Dramático “Pequena História das Bibliotecas” – participação dos “Amig@s da Biblioteca”: Lorredana Pereira, Joana da Silva, Diogo Martins, Catarina Prata e Inês Oliveira.

Entrega dos cartões de identificação aos “Amig@s da Biblioteca”.

Momento Musical (Guitarra) – “Minuete J. S. Bach - participação das alunas, Joana Gaio e Mariana Maia.

Momento Poético – participação da professora, Margarida Moura e das alunas, Sara Silva (5º B), Joana Gaio (6º A) e Ângela Simões (6º D).

Recitação de Poemas:
“Mistérios do Mar” de Marcial Salavery
“Um livro é…”de Filipa Peres (8 anos)”
“São como um cristal” de Eugénio de Andrade
“Camões” de Manuel Lourenço
“Páginas em Branco” de Kiang – Si
“Os poemas” de Mário Miranda Quintana”

Momento Musical (Flauta) – participação dos alunos do 7º A: Tânia Baía, Raquel Damasceno, Marlene Pinto, Tânia Jesus, Micael Lourenço, Nicole Lameirinhas, Andreia Carvalho, Catarina Lopes, Ana Seabra, Ana Cruz, Joana Pinhal e Joana Correia.

Momento Musical (Acordeão) – participação dos professores convidados, Olga Peixinho e Joaquim Peixinho.

Encerramento – Equipa da Biblioteca: Professores: Noémia M. Lopes, Margarida Moura, Aura Gonçalo, Pedro Almeida e Auxiliar da Acção Educativa, Clarinda Gonçalves.

Momento de Festa (caixa de rufo) – participação dos alunos do 5º A, Rui Gomes e Rui Neto.

"Espumante de Honra"

Durante o evento será feita a projecção em Powerpoint “O que é um livro” da autoria da Professora Carla Rodrigues.

Exposição de Ilustração e Escultura dos alunos do 8º B, 8º C e 8º D

Apresentação do Blogue da Biblioteca “O Sabichão”
Endereço: http://bibliotecavilarinho.blogspot.com/

06 fevereiro, 2007

Inauguração da Biblioteca!


Dia 7 de Fevereiro, pelas 11h00.

Inauguração oficial da nossa Biblioteca!






05 fevereiro, 2007

Porquê o Livro? I

Sugestão de:


Noémia Lopes – Professora de História e Geografia de Portugal;
Coordenadora da Biblioteca EB 2,3 de Vilarinho do Bairro.




A escolha recaiu em "O Velho Que Lia Romances de Amor" de Luís Sepúlveda como poderia ter recaído noutro escritor Americo-Latino, fosse ele Gabriel García Marques, Jorge Amado, Isabel Allende ou Laura Esquivel, escritores por quem sinto verdadeira paixão na forma como narram e descrevem o social-político-cultural dos seus países.
Este pequeno e imenso livro foi "devorado" nos acessos de febre de uma gripe de Inverno e talvez por isso tivesse permanecido em letargia, ressurgindo com o desafio lançado pelo blogue da Biblioteca.
"O Velho Que Lia Romances de Amor" consegue em poucas páginas descrever um mundo que me é particularmente querido: Antropologia versus Ecologia, daí a razão da minha escolha.
E porque é um livro que se lê depressa talvez o possa recomendar a quem queira "embrenhar-se" na magia e crueza da Selva Amazónica.
Fica ao vosso dispor na nossa Biblioteca.

"O Velho Que Lia Romances de Amor"
de Luis Sepúlveda

Antonio José Bolívar Proaño, nascido e criado em San Luís, povoado serrano encostada ao vulcão Imbadura, comprometido aos treze anos com aquela que viria a ser sua mulher, Dolores Encarnacion del Santíssimo Sacramento Estupiñán Otavalo, agricultor sem eira nem beira, tentador da sorte no plano de colonização da Amazónia, viajante em canoa, autocarro e a pé, passando por El Dorado, Zamora, Loja; proprietário em El Idilio de dois hectares de floresta, terra fraca e infestada, aprendiz dos costumes dos Xuar na luta pela sobrevivência, viúvo devido às altíssimas febres da malária… ele que só lia romances de amor…
"Trouxe-te dois livros.
Os olhos do velho iluminaram-se.
- De amor? O dentista fez que sim.
Antonio José Bolívar Proaño lia romances de amor, e em cada uma das suas viagens o dentista abastecia-o de leitura.
- São tristes? – perguntava o velho.
- De chorar rios de lágrimas – garantia o dentista.
- Com pessoas que se amam mesmo?
- Como ninguém nunca amou.
- Sofrem muito?
- Eu quase não consegui suportar
– respondia o dentista.
Mas o doutor Rubicundo Loachamín não lia os romances.
Quando o velho lhe pediu o favor de lhe trazer leitura, indicando
muito claramente as suas preferências – sofrimentos, amores infelizes
e desfechos felizes -, o dentista sentiu que estava perante um encargo
difícil de cumprir.
Pensava em como seria ridículo entrar numa livraria de Guaiaquil e
pedir: «Dê-me um romance bem triste, com muito sofrimento por causa do
amor e com um final feliz». Haviam de tomá-lo por um velho maricas, e
a solução veio ele a encontrá-la inesperadamente num bordel da
marginal.
Uma tarde, estava ele (…) com Josefina, uma esmeraldina de pele
brilhante como a de um tambor, quando viu um lote de livros arrumados
em cima da cómoda.
- Tu lês? – perguntou.
- Leio. Mas devagarinho – respondeu a mulher.
- E quais são os livros de que gostas mais?
- Os romances de amor – respondeu Josefina, acrescentando os mesmos
gostos de Antonio José Bolívar. A partir dessa tarde Josefina foi
alternando os seus deveres de dama de companhia com os de crítico
literário e, de seis em seis meses, seleccionava os dois romances que,
na sua opinião, proporcionavam maiores sofrimentos, os mesmos que mais
tarde Antonio José Bolívar Proaño lia na solidão da sua choça diante
do rio Nangaritza.
…num "inferno verde" e perdido, naquela "região maldita", que lhe
arrebatara o amor e os sonhos, mas que afinal nunca conseguiu odiar.



Luis Sepúlveda, nascido em Ovalle, Chile em 1949, contemplado em
Oviedo com o Prémio Tigre Juan, homenageado por esta obra espantosa,
que nos percorre a mente como um filme e onde o actor principal é a
floresta da Amazónia.
Luís Sepúlveda, que dedicou este livro ao seu amigo Chico Mendes, uma
das figuras mais destacadas do Movimento Ecologista e assassinado por
defender a "causa índia", conta-nos uma história rápida, repleta de
descrições luxuriantes ao mesmo tempo que narra o quotidiano de um
mesmo espaço, coabitado por brancos e índios.
Luís Sepúlveda, escritor, realizador, jornalista e activista, membro
da Unidade Popular Chilena nos anos 70, exilado após o golpe militar
de Pinochet, actualmente a residir em Espanha, tendo trabalhado em
inúmeros países da América do Sul e vivido entre os índios Xuar numa
missão da UNESCO, contribuiu para a formação literária de Noémia
Maria, transmissora de História e ouvinte de histórias e que "arruma""O Velho Que Lia Romances de Amor" entre os dez melhores livros que
leu, na prateleira de cima da sua "Biblioteca" interior.
Bibliografia de Luis Sepúlveda
• As Rosas de Atacama;
• Contos Apátridas;
• Diário de um Killer Sentimental;
• Encontro de Amor num País em Guerra;
• O General e o Juiz;
• História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar;
• Histórias do Mar;
• Mundo do Fim do Mundo;
• Nome de Toureiro;
• O Velho que Lia Romances de Amor;
• Patagónia Express;
• O Poder dos Sonhos;
• Os Piores Contos dos Irmãos Grim;
• Uma História Suja.
Consulta na Internet:

31 janeiro, 2007

Amig@s da Biblioteca



Este grupo é a alma da nossa Biblioteca!

São elas e ele, alunas e aluno da nossa Escola, que intervêm neste espaço com uma dinâmica muito própria e que nos enche a todos de orgulho!

Além da ajuda preciosa (e bem disposta!) que prestam no desempenho das tarefas de auxílio à equipa da Biblioteca, contribuem para dinamizar este espaço através da colaboração em todas as actividades propostas no plano de actividades, apoiando, ainda, os(as) colegas que se dirigem a este local.

Brevemente, ficarão, também, responsáveis pelo conteúdo e modelo deste nosso Blogue.

Amig@s da Biblioteca:

Lorredana Pereira, 6ª B
Diogo Martins, 7º C
Raquel Damasceno, 7º A
Gabriela Oliveira, 6º B
Inês Oliveira, 9º A
Joana Silva, 6º B
Filipa Almeida, 6º B
Catarina Prata, 6º B

29 janeiro, 2007

Porquê o Livro?

Joe Sorren


«Um dia li um livro e toda a minha vida mudou. Desde a primeira página,
sofri com tanta força o poder do livro que senti o meu corpo apartado da
cadeira e da mesa a que me sentava. No entanto, ao mesmo tempo que
experimentava a sensação de que o meu corpo se afastava de mim, todo
o meu ser continuava, mais do que nunca, sentado na cadeira, à mesa, e o
livro manifestava todo o seu poder não só na minha alma, mas em tudo
o que compunha a minha identidade». Orhan Pamuk A Vida Nova


O mote está dado:
Lançámos o desafio à comunidade escolar (Alunos, Professores, Funcionários e Encarregados de Educação) para que nos falassem de livros! Queremos partilhar com todos o gosto pela leitura e nada melhor do que perceber a importância do livro naqueles que nos são mais próximos. Esse livro poderá ser O Livro da minha Vida, O Último Livro que Li, O Primeiro Livro que Li, ou outro. No fundo, será aquele que poderá influenciar e criar novos leitores e o que se pede são algumas palavras sobre a obra, referindo o que mais gostaram do livro, ou simplesmente o que considerem importante.



"Os livros da minha vida"
Paulo Ramalho
Revista A Mar Arte, Inverno/Primavera/98

Recordo Sandokan mas não o exacto dia
em que ele saltou da selva para o livro que eu lia.
Júlio Verne, esse, chegou de balão
e pousou-me devagarinho na palma da mão.
Depois houve uma ilha e um tesouro
(a memória agora zune como um besouro),
Tom Saywer, a quem disputei a namorada,
Dumas, de quem herdei esta espada quebrada,
e Dois Aventureiros sempre à roda do Mundo
em livros velhos, de folhas soltas e aspecto imundo,
que comprava a um alfarrabista da esquina
cujo cabelo tinha risca, caspa e brilhantina.
Lembro-me de ser o Robin dos Bosques de mim menino:
vivia mil aventuras, roubava a cada herói o seu destino.
Agora, se ainda cavalgo estas histórias contra o vento,
já me pesa a lança, já me arrasto no jumento;
deixei lá atrás, nas planícies brancas da infância,
O meu selim de prata, perdi muitos livros na distância.
Em troca encontrei um dia Borges no seu labirinto
e antes dele Hemingway, com quem pesquei, bebi vinho tinto
e vi correr o sangue nas arenas da altiva Espanha
(não li ainda o Quixote, guardo-me de tanta quimera, tanta façanha,
por ora basto-me com Eça, Cesário, Pessoa
– e vejo moinhos da Ibéria nas tascas da Madragoa)
Calvino recebeu-me num castelo. Chamou-me Visconde,
falou de Cidades Invisíveis, lugares misteriosos onde
sonho e magia cruzam sem cessar as nossas Vidas.
Tolkien estava ao lado e disse: "falamos, claro de Eras idas".
Mas eu discordei: "há ainda Macondo, dos Cem Anos de Solidão,
cujos Buendias revisito sempre com a mesma emoção".
Depois olhei para as mãos e acrescentei: "E há os poetas".
(Sabes, Ruy, também eu atribuo à poesia
a reconquista trabalhosa da margem da alegria.
Por isso não esqueço Elsinore do Cesariny, O'Neil e as setas,
Whitman – ele próprio, Sofia serenamente ao sul,
Os miasmas de Baudelaire e a colher de Herberto na minha boca azul).



25 janeiro, 2007

A Nossa Biblioteca

Ei-la de cara lavada e roupa nova, a nossa Biblioteca. Pintada de amarelo claro (tom silencioso), o nome adequa-se à forma como lá devemos permanecer. Eis que surge também com mobiliário e equipamento renovado, bonito e funcional: mesas de pinho, cadeiras estofadas, estantes abertas para permitir o livre acesso aos documentos, sofás, caixa-álbum para Banda Desenhada, expositores para periódicos (jornais e revistas) para DVDs e CDs-áudio.
Quem quiser ouvir música, passa a dispor de leitores de CDs e auscultadores, o mesmo se passando em relação aos filmes: dois monitores na Biblioteca, apenas dois alunos para cada um deles e só com auscultadores.
Continua a existir recurso à Internet e os computadores a utilizar, exclusivamente para a realização de trabalhos escolares.
Não julgues que foram os professores que estabeleceram estas “leis”! Elas fazem parte da política da “Rede das Bibliotecas Escolares” da qual fazemos parte desde 2006. Sim, há dois anos candidatámo-nos a este projecto com um plano de dinamização para a Biblioteca, o preenchimento de muitos formulários, e o trabalho de alguns elementos da escola, muito empenhados e dinâmicos na tarefa de se vir a integrar a “Rede”. Ganhámos em boa hora, pois passámos a ter uma Biblioteca mais moderna e renovada.
Os espaços estão organizados em áreas: de leitura informal; de pesquisa e trabalho; de multimédia; de audiovisual e de jogos.
Os livros e restantes materiais podem ser consultados livremente e continua a haver empréstimo domiciliário.
Adquiriram-se mais de 300 novos livros, cerca de 80 títulos de filmes e cassetes–áudio e passámos a ser assinantes do jornal “Público” e das revistas “Visão Júnior”, “Super Interessante” e “National Geographic”.
Existem livros para todas os temas e gostos . Eis apenas alguns exemplos: “ Dicionário de Números Curiosos e Interessantes”; “Adolescentes Somos Nós”; “As Religiões Explicadas aos Jovens e aos Outros”; “Direitos da Criança”; “Física Divertida”; “Portugal Animal”; “Jogos de Todo o Mundo”; “Bando dos Quatro”; Triângulo Jota”; “Ásterix”; “Teodora”,”Diário de Sofia” “Diário de Mariana”, etc, etc…
Filmes para não esquecer: “Momentos de Glória”; “A Missão”; “Shrek”; “A Idade do Gelo”; “Uma Mente Brilhante”; “Harry Potter”…
Sons imortais: “Mozart”; Beethoven; ”Rio Grande”; D’Zrt”, “Adriana Partimpim”, etc, etc…
No 1º Período a Equipa da Biblioteca Escolar dinamizou os concursos “Nome para a Mascote” e “Postal de Natal”, divulgou um autor e a sua obra (existente na Biblioteca) Sophia de Mello Breyner Andersen e todas as semanas tivemos um texto temático ou alusivo a uma efeméride.
Adquiriu-se ainda o novo fundo documental (livros e material não–livro), registou-se tudo o que existe na Biblioteca (livros antigos e novos), dispôs-se o mobiliário e o equipamento, colaborou-se na realização do Jornal da Escola e fez-se o “Guia de Utilizador” e marcadores para livros.

…Contamos contigo:
… vem ler um livro…
… ouvir música…
…ver um filme…
… pesquisar…
…estudar…
…………………………. Aprender



* Man With Book Parachute - Ilustração de Dave Cutler/Images.com

24 janeiro, 2007

"Guia do Utilizador da Biblioteca"




”O Livro liberta, faz rir, chorar, amar e odiar, questionar e compreender; o livro enfraquece a nossa ignorância e fortalece o espírito, alerta-nos e transporta-nos para mundos maravilhosos e está tão perto… Aqui, na tua Biblioteca”. Margarida Moura


À entrada...

deixa a tua mochila nas prateleiras da entrada.
leva apenas o material que precisas.




Na Biblioteca podes:

Ler
Pesquisar
Requisitar livros e revistas
Fazer trabalhos escolares
Utilizar a Internet
Ouvir música
Ver filmes ou documentários



Como estão organizados os espaços?

Atendimento
Área de leitura informal: jornais,
revistas, Banda Desenhada
Área de trabalho/pesquisa
Área multimédia
Área audiovisual
Área de jogos

Como utilizar o que existe na Biblioteca?

Livros e materiais da BE/CRE podem ser consultados livremente

Em caso de dúvida deves recorrer ao apoio da funcionária ou dos professores da Equipa da Biblioteca

Os livros consultados são deixados na caixa de recolha

Os documentos podem ser requisitados para a sala de aula

Existe serviço de empréstimo domiciliário, excepto dicionários, enciclopédias, publicações periódicas e material não -livro

Existe uma fotocopiadora para a reprodução de documentos

Para utilizares o computador tens que fazer uma inscrição prévia

Os computadores servem exclusivamente para a realização de trabalhos

Cada aluno só pode utilizar o computador por um período de 45m

Só podem estar dois alunos por computador e ambos são responsáveis por ele

Para ouvires um CD ou veres um DVD tens que requisitar o leitor e os auscultadores

Qual o sistema de arrumação nas estantes?

Os livros estão arrumados por assuntos: (Classificação Decimal Universal)

0– Generalidades. Dicionários. Enciclopédias. Informática
1– Filosofia. Psicologia
2– Religião. Teologia
3– Ciências Sociais ( Demografia; Sociologia; Política; Economia; Direito. Educação
5– Ciências Puras. Matemática. Biologia
6– Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia
7– Arte. Desporto
8– Língua. Linguística. Literatura.
9– Geografia. Biografia. História
Documentos não livro:
CD-Rom
CD–áudio
DVD
VHS
Jornais e revistas
Jogos didácticos


Regras de permanência na Biblioteca

Deves estar em silêncio, sob pena de teres de sair

Não podes comer, beber ou usar o telemóvel

Deves preservar o material físico e documental

Não permitas que as tuas brincadeiras ou conversas prejudiquem os outros utilizadores

Ao utilizares a Biblioteca tem em conta as normas de funcionamento que constam no Regulamento Interno.
Consulta-o!

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO:
9h10 às 17h35

EB 2,3 de Vilarinho do Bairro
Rua S. Miguel, nº 10
3780– 599 Vilarinho do Bairro
Tel: 231 959 532
Fax: 231 959 533
Email: bevilarinho@gmail.com









22 janeiro, 2007

Memória de Miguel Torga
No centenário do seu nascimento
Nos doze anos da sua morte




“Vou falar-lhes de um Reino Maravilhoso”…
O “reino” onde nasceu, S. Martinho de Anta, Concelho de Sobrosa, a 12 de Agosto de 1907, inspirou-o no seu tom de escrita onde predominam a “Linguagem” das terras transmontanas, a poesia de um mundo rural e as forças telúricas das paisagens e das figuras.
Seu nome de baptismo, Adolfo Correia da Rocha, exerceu medicina na cidade de Coimbra onde faleceu há doze anos no dia 17 de Janeiro de 1995, indo a sepultar na sua terra natal em Trás-os-Montes.
A sua obra literária atravessou diferentes géneros. Foi poeta, contista, romancista e dramaturgo.
Autor de mais de 50 obras, estreou-se na Literatura em 1928 aos 21 anos com o livro de poesia “Ansiedade” deixando de escrever em 1993.
Poeta Universal, Miguel Torga expressou o seu dramatismo, a sua maneira de estar no mundo com os olhos e os sentimentos de português.

Coimbra, 13 de Outubro de 1968 – Oito horas de sonambulismo nos campos do Mondego, cobertos de quietude e de toalhas de água, onde a alma se embebeda de silêncio e os choupos se narcisam.
Esta paisagem coimbrã tem o diabo dentro dela. No Alentejo, caminho; em Trás-os-Montes, trepo; aqui, levito.
Diário XI

Na sua obra poética destacam-se alguns dos seguintes títulos: “Rampa”; “Tributo”; “Abismo”; “Cântico do Homem”; “Poemas Ibéricos” …
Na prosa: “Contos da Montanha”; “Pedras Lavradas”; “Vindima”; “Um Reino Maravilhoso”; “A Criação do Mundo”; “Os Bichos”;
livros em Poesia e Prosa como é o caso dos seus Diários (Publicou até ao “Diário XIV” em 1990).
Também passou pelo Teatro onde escreveu, “Terra Firme”; “O Paraíso”; “Sinfonia”; “Mar”…

Biografia
Sonho, mas não parece.
Nem quero que pareça.
É por dentro que eu gosto que aconteça
A minha vida.
Íntima, funda, como um sentimento
De que se tem pudor.
Vulcão de exterior
Tão apagado,
Que um pastor
Possa sobre ele apascentar o gado.
Mas os versos, depois,
Frutos do sonho e dessa mesma vida
É quase á queima-roupa que os atiro
Contra a serenidade de quem passa.
Então, já não sou eu que testemunho
A graça
Da poesia: É ela, prisioneira,
Que, vendo a porta da prisão aberta,
Como chispa que salta da fogueira
Numa agressiva fúria se liberta.

Auto- Retrato do homem e poeta

Descobre Miguel Torga
Começa por ler a sua poesia
Consulta na Internet:

Related Posts with Thumbnails