Mostrar mensagens com a etiqueta Leitura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Leitura. Mostrar todas as mensagens

10 outubro, 2007

A leitura e os resultados escolares


Foto: Dário Gabriel

"Escolas usam projetos de leitura para melhorar notas"
03/10/2007, Jornal "O Povo", Fortaleza, Brasil

No Ceará, Brasil, os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foram bastante elucidativos: As escolas com resultados acima da média a português desenvolvem projectos concretos ligados à leitura.

"O incentivo à leitura é um ponto em comum entre as escolas que obtiveram as notas mais altas no Ideb"

Ver notícia completa - Jornal "O Povo"


09 outubro, 2007

“O desejo de ler”

“Lemos o que as pessoas de quem gostamos
nos indicam e, enquanto lemos, buscamos
a pessoa no livro que ela indicou”.
Pennac, Daniel, Como um Romance, Ed. ASA, 1992, p. 155.


Daniel Pennac, Fotonummer 376/30 - © Michael Oreal

A propósito da vinda de Daniel Pennac* a Beja, no passado dia 21 de Setembro, para a iniciativa "Palavras Andarilhas", apresentamos algumas das ideias chaves deste autor, aproveitando para nos juntarmos à reflexão que é devida à promoção do gosto pela leitura.

--

Direitos alienáveis do leitor
1.O direito de não ler.
2.O direito de saltar páginas.
3.O direito de não acabar um livro.
4.O direito de reler.
5.O direito de ler não importa o quê.
6.O direito de amar os “heróis” dos romances.
7.O direito de ler não importa onde.
8.O direito de saltar de livro em livro.
9.O direito de ler em voz alta.
10.O direito de não falar do que se leu.
Como um Romance, Ed. ASA, 1992, p. 155.

Entrevista a Daniel Pennac
Label France – Abril de 2000 – nº39
...
"- Quais são, a seu ver, os dez melhores livros do século XX?

- Em Busca do Tempo Perdido, de Proust. Este é "O Livro", assim como Ulisses, do irlandês James Joyce. Há também, é verdade, Le Voyage au Bout de la Nuit (Viagem ao fim da noite), de Céline, que representa a intrusão de uma prática da língua absolutamente assombrosa. Assim, tanto Proust me dá vontade de escrever, tanto Céline me bloqueia a pena a caminho do tinteiro. Sua maneira de escrever me entusiasma, mas me deixa petrificado.

Eu poderia citar também A Confederacy of dunces (A Conjuração dos Imbecis), que teve um destino bastante comovente; escrito por um jovem americano nos anos 60, John Kennedy Toole, que tentou imaginar um Dom Quichote da era da psicanálise, ou seja um esquizofrênico delirante e engraçado, conjurando os que o cercam a ter o senso da realidade. Esse romance era tão louco que J.-K.Toole tentou publicá-lo durante dez anos e acabou suicidando-se por não conseguir fazê-lo. Sua mãe retomou a luta durante cerca de vinte anos e finalmente teve êxito nos anos 80. O livro ganhou o prêmio Pulitzer – oferecido pelos mesmos (ou seus primos) que haviam levado o autor ao suicídio.

Outro romance formidável do século XX, que classifico numa posição bem elevada, é O Mestre e Margarida, do russo Bulgakov, ou Vida e Destino, de Vassili Grossman, um romance perturbador sobre a batalha de Stalingrado e a profunda perversidade do stalinismo, que valeu a seu autor a exclusão do Partido Comunista, da União dos Escritores e a deportação. Há ainda Cem Anos de Solidão, do colombiano Gabriel Garcia Marquez, porém talvez mais ainda O Amor nos Tempos do Cólera.

Existem também dois "Joyces" italianos, Carlo Emilio Gadda, com o Quer Pasticciaccio Brutto de Via Merulana, romance "polívoco" (N.T.: de sentido múltiplo) e "polidialetal" (N.T.: de múltiplos dialetos), e Italo Svevo, A Consciência de Zeno. São romances prodigiosos. Devo citar também Italo Calvino, sobretudo o dos livros aparentemente mais simples, que são na realidade bastante complexos: Il Cavaliere Inesistante, Il Visconte Dimezzato, Il Baronne Rampante. O americano de origem russa Nabokov também, de quem eu escolheria Lolita e um romance menos conhecido que é Despair. O polonês Gombrowicz, de quem é preciso ler Ferdydurke, que é um romance alegórico sobre o preconceito da maturidade e da imaturidade.
*Daniel Pennac: Professor, Ensaísta e Romancista francês, nascido em Casablanca (Marrocos) no ano de 1944, Daniel Pennac tem-se vindo a afirmar como um dos mais destacados escritores franceses vivos. Professor de francês, tem na leitura a sua grande paixão e é à sua promoção que dedica grande parte do seu esforço intelectual.

Sobre este assunto consultar ainda:
"A Paixão de Ler" - Blogue "Página de Vida"
"Guardiões e passadores" - Abril em Maio
"Importância da biblioteca para a promoção de hábitos de leitura" - Blogue "Página de Vida"

15 setembro, 2007

Leituras de Verão

De Gabriel García Márquez, o amor visto como possessão demoníaca na encantatória vida de Sierva Maria e dos seus longos cabelos acobreados, fonte de sedução e de ressurreição.
"Do Amor e Outros Demónios", decorre em terras sul-americanas há duzentos anos, dominada por uma Espanha ferozmente católica, mas ao mesmo tempo ardendo nos calores tropicais e nos ritmos da escravatura africana. Realidade histórica onde se misturam paradigmas de fantasia e de sonho. Assim se leu e amou um livro.
Noémia Maria

19 junho, 2007

Porquê o Livro? V

Sugestão de:


Clarinda Rodrigues: Auxiliar da Acção Educativa da Equipa da Biblioteca



Livro: “Alma de Pássaro” Margarida Rebelo Pinto

Alma de Pássaro é um livro que todos devem ler.
Escrito num português fácil de compreender, relata lugares e sítios bem conhecidos de muitos portugueses. Trata-se de um romance bonito entre uma mulher mais velha e um rapaz na flor da idade, que quer conhecer o mundo, mas que também gosta daquela mulher e mesmo depois de ganhar um prémio de arquitectura sai à aventura pela Tailândia, Ásia e todo o Médio Oriente, regressando sem a ter conseguido esquecer, tal como ela também não o esqueceu.
Voltam-se a encontrar e o amor torna a renascer mas sem confiança. Assim, cada um vai seguir o seu caminho com muita tristeza na esperança de conseguirem sobreviver.
Leia este livro e deixe-se levar por este romance excitante, rebelde e doce.

Boa leitura
Clarinda Rodrigues


Margarida Rebelo Pinto licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade Clássica de Lisboa e iniciou a actividade de jornalista em várias publicações como: O Independente, Se7e, Marie Claire e Diário de Notícias. Enquanto escritora, escreveu seis romances, quatro livros de crónicas, um livro para crianças e uma biografia.
O seu primeiro livro, Sei lá, publicado em 1999, foi um dos maiores sucessos de vendas em Portugal, atingindo números de vendas pouco usuais para o país. Mais tarde, com os seus títulos seguintes, rapidamente alcançou um êxito similar. Actualmente, as suas obras encontram-se traduzidas na Espanha, Brasil, Países Baixos, Bélgica, Alemanha e Lituânia.
Paralelamente à escrita, Margarida dedicou-se também ao cinema, sendo a autora do telefilme da SIC Um Passeio no Parque e, mais recentemente, às peças de teatro.
Wikipédia

16 maio, 2007

Concurso Nacional de Leitura



Realizou-se no passado Sábado, dia 12 de Maio, na Biblioteca Municipal de Sta. Maria da Feira, a final distrital do Concurso Nacional de Leitura.

Representaram a nossa escola as alunas Sónia Calado (8ºD), Márcia Matos (8ºD) e Priscilla Rosa (8ºC). Fizeram-se acompanhar pela professora de Língua Portuguesa, Maria José Fonseca.

Nesta final foi realizada uma prova pública, baseada na leitura das obras "Histórias da Terra e do Mar" de Sophia de Mello Breyner Andresen e "O Principezinho" de Saint-Exupéry, na qual participaram os concorrentes seleccionados pelas escolas do distrito de Aveiro.

30 abril, 2007

Sinopses I

Por: Prof. José Miranda

AMBIÇÃO
(De quanta terra precisa um homem?)



Nesse conto de Leon Tolstoy, um rico camponês chamado Pahom ouve falar das boas terras do país dos Bashkins, para lá do Volga. São pessoas simples e ele irá conseguir obter deles toda a terra que desejar sem qualquer espécie de problemas. Quando Pahom chega ao país dos Bashkins, estes dizem-lhe que, por mil rublos, poderá ter toda a terra a que conseguir dar a volta ao longo de um dia.
Pahom fica exultante e despreza-os pela sua falta de sofisticação. Está convencido de que conseguirá cobrir uma grande distância. Contudo, logo depois da partida, começa e deparar-se com áreas interessantes que decide incluir, um lago aqui, ou uma faixa de terra especialmente apropriada para cultivar linho. Depois, de repente, repara que o Sol já está a descer.
Apercebendo-se que corre o risco de perder tudo, corre cada vez mais depressa para conseguir chegar a tempo. "Fui demasiado ambicioso", diz para si mesmo, "e arruinei todo o negócio". O esforço mata-o. Morre junto ao poste de chegada e foi aí que o enterraram. "Um metro e oitenta, da cabeça aos pés, era toda a terra de que necessitava", foi a conclusão de Tolstoi.

12 abril, 2007

Contos Imortais

Neste site podes ler muitos contos de Hans Christian Andersen:

A polegarzinha, O patinho feio, O bravo soldadinho de chumbo, etc.

Diverte-te!


Ilustração de Danuta Wojciechowska

Sugestão do Professor José Miranda

Página web do Museu Hans Christian Andersen, em Odense, Dinamarca

11 abril, 2007

Concurso Nacional de Leitura

Alunas Apuradas:

Sónia Calado, nº 16 do 8ºD

Márcia Matos, nº 12 do 8ºD

Priscilla Rosa, nº 18 do 8ºC


Estas alunas irão representar a escola ao Concurso Distrital na Biblioteca Municipal de Sta. Maria da Feira, no dia 12 de Maio, Sábado.
O concurso baseia-se nas obras "Histórias da Terra e do Mar" de Sophia de Mello Breyner Andresen e "O Principezinho" de Saint-Exupéry.


22 março, 2007

Porquê o Livro? IV

Sugestão de:

Joana Carvalho Silva: Aluna da turma B do 6º Ano e "Amiga da Biblioteca"



Livro: “Milhões” de Frank Cottrell Boyce

O livro que mais gostei de ler chama-se “Milhões”. Este livro conta-nos a história de um menino chamado Daniel (Dany). Daniel é órfão de mãe mas tem um irmão chamado Antony e Robie é o seu pai. Dany, quando estava a ir para a escola, depara-se com um saco de dinheiro que pensa ter caído do céu. Este livro acompanha todas as suas aventuras enquanto está na posse deste dinheiro e quando fala com santos que é a sua única maneira de comunicar com a mãe.
Gostei deste livro porque tem uma história muito interessante que é vivida por muitas crianças, e é por isso um tema real. Este livro, cheio de aventura e mistério, é como se estivéssemos a viver e a sentir o mesmo que o personagem. É um livro que adorei ler e aconselho a sua leitura a todas as pessoas que gostem de ler e que apreciem um bom livro, tal como este.
Joana Silva
-

"Frank Cottrell Boyce é um conhecido guionista de filmes britânico que se inspirou no filme homónimo, de sua autoria, estrando–se assim na literatura infanto–juvenil. É uma verdadeira obra–prima em mais que um sentido, um livro «diferente», que tem vindo a apaixonar adultos e crianças em todo o mundo! É uma história que poderia ter acontecido no nosso tempo, inteligente e de uma sensibilidade invulgar, sendo ao mesmo tempo muitíssimo divertida. Quando após a morte da Mãe, Damian, que é quem conta a história, Anthony, o irmão mais velho, e o desorientado Pai mudam de casa, todos três, à sua maneira, têm de lidar com aquela dolorosa perda afectiva. Damian, um miúdo formidável, é um ser que pertence a dois mundos. A sua paixão são os santos e, em certa medida, tentar ser sempre bom, para ele, é uma forma de se aproximar da Mãe. Anthony, ao contrário do irmão, possui um forte sentido das realidades. Mas mesmo Damian, no seu esforço para se aproximar do Céu, é atingido pela realidade, sob a forma de um saco de dinheiro que ele julga ter caído Lá de Cima. O grande problema deste excepcional acontecimento, para toda a família, é que isto se passa na tansição da moeda nacional para o Euro e aquele dinheiro, qualquer que seja o fim a que o destinem, tem de ser gasto em 17 dias!
Grande vencedor do Carnegie Medal 2004, o mais prestigiado prémio de língua inglesa para a literatura infanto-juvenil."

20 março, 2007

Actividades da Semana da Leitura

Na semana de 5 a 9 de Março de 2007, decorreu nesta escola a Semana da Leitura, inserida no Plano Nacional de Leitura.
Foram várias as actividades desenvolvidas e apresentadas, quer dentro da sala de aula, quer na Biblioteca e no átrio da escola.
De entre elas destaca-se a apresentação, pelos alunos, na sala de aula, de trabalhos sobre livros lidos, constantes da lista de livros recomendados no PNL, dramatização, na biblioteca, de um excerto da obra analisada nas aulas de Língua Portuguesa, ULISSES, pela turma D do 6º ano, a declamação do poema Trem de ferro, pelos alunos da turma C do 5º ano, e pela ilustração da obra A MENINA DO MAR num painel de 5,40X2, colocado no átrio da escola, pelas turmas de 5º ano acima referidas, com a colaboração dos professores de EVT.
Os alunos reagiram entusiasticamente a estas actividades e esforçaram-se por cumprir os prazos estabelecidos.

10 março, 2007

Concurso Nacional de Leitura



O Plano Nacional de Leitura em colaboração com as Bibliotecas Municipais da Rede Pública, com o IPLB e com a RTP, promove este ano o Concurso Nacional de Leitura dirigida a todas as escolas do Ensino Secundário e do 3º Ciclo do Ensino Básico.

Concurso na Sala de Aula

A primeira fase do Concurso decorreu nas aulas de Língua Portuguesa com as turmas do 7º e 8º Anos.
Foram lidas as seguintes obras:
7º Ano – “O Cavaleiro da Dinamarca” de Sophia de Mello Breyner Andresen
8º Ano – “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” de Jorge Amado
Foram apurados vinte e um alunos, que acertaram num maior número de questões da Ficha de Observação de Leitura e que continuarão a desenvolver o Concurso na Biblioteca.

Concurso na Biblioteca da Escola

Os vinte e um alunos apurados nas aulas de Língua Portuguesa terão que ler uma das seguintes obras:

“O Guarda da Praia” de Maria Teresa Maia Gonzalez
“Uma Questão de Cor” de Ana Saldanha
“A Lua de Joana” de Maria Teresa Maia Gonzalez

No dia 22 de Março (4ª feira), pelas 14.30h, realizar-se-á na nossa Biblioteca, a prova final para apurar os três alunos, que irão representar a Escola nas Finais Distritais entre os meses de Abril e Maio de 2007, organizadas por uma Biblioteca Municipal.
O Concurso Nacional de Leitura culminará na realização de uma Final Nacional no mês de Junho, na qual participarão os vencedores das Finais Distritais. Essa Final será transmitida pela RTP.

Os concorrentes podem encontrar as obras seleccionadas na Biblioteca.

Que a boa sorte favoreça todos os participantes, mas que vença o melhor.

02 março, 2007

Porquê o Livro? III

Sugestão de:

Cristina Seiça: Professora de Língua Portuguesa do 3º Ciclo.




"Há muito tempo que os livros são uma das minhas paixões. Desde muito nova que devoro livros. Recordo que, quando adolescente, passava tardes inteiras a ler, ou no meu quarto ou no jardim debaixo de alguma árvore. Eram momentos de felicidade total. De todos os livros que li, há uma lista enorme de livros que me marcaram.
Hoje, vou recordar os primeiros dessa lista de livros inesquecíveis.
Por volta dos nove anos, penso eu, comecei a ler "Os Cinco" da escritora inglesa Enid Blyton. Era uma colecção de 21 livros ( ainda me lembro dos títulos: "Os Cinco na Ilha do Tesouro", "Os Cinco e o Circo", "Os Cinco na Planície Misteriosa", "Os Cinco e a Ciganita", "Os Cinco no Lago Negro", "Os Cinco e a a Torre do Mocho", entre outros...), porém só tive uns treze. Mas li-os todos, pois era uma leitora assídua da Biblioteca Municipal. Aquele mundo fascinava-me. Queria viver aventuras como as personagens, fazer o que elas faziam... O Júlio, o David, a Zé, a Ana e o Tim (o cão) iam acampar sozinhos, para o lago, para a planície, para a ilha, para o castelo... E depois, havia aquelas listas enormes de coisas boas para comer, os seus piqueniques... Dormiam ao relento, viviam aventuras e acabavam por sair ilesos depois de enfrentarem vigaristas, ladrões... Era fantástico. Intrigava-me o facto de eles poderem ir sozinhos! Só em Inglaterra, pensava eu! Em Portugal, isso era impossível! Lembro-me que li "Os Cinco e a Ciganita" e "Os Cinco no Lago Negro" aí uma dez vezes sem exagero! Eram os meus preferidos.

Agradeço à Enid Blyton (1897-1968). Os seus livros foram um incentivo para que o meu gosto pela leitura fosse crescendo." Cristina Seiça
-
Enid Blyton
Consulta na Internet:

28 fevereiro, 2007

Semana da Leitura | 5 a 9 de Março 07



Tendo em vista a celebração e o incentivo do prazer de ler, será assinalada a "Semana da Leitura", promovida pela Comissão do Plano Nacional de Leitura, a desenvolver de 5 a 9 de Março em todo o país.
A nossa escola aderiu a esta iniciativa e também vai homenagear o livro, esse grande Amigo do Homem.
Serão feitas leituras nas aulas e na biblioteca, dramatizações e exposições de trabalhos dos alunos. O espaço escolar será decorado com poemas, citações, biografias de escritores, extractos de obras, comentários. Irá decorrer a Feira do Livro, que esperamos vir a ser muito concorrida e haverá um painel gigante a ser pintado, tendo por inspiração uma obra literária. Vais ter que adivinhar, qual!!...
E porque a leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo, propomos-te muito movimento. Não fiques aí parado! Lê... Lê um jornal ou uma revista. Lê um livro, um texto, as legendas de uma imagem. Lê para ti ou para os outros. Lê o riso, lê o drama, a poesia ou o romance. Lê o mundo nas páginas de um livro. Faz cordões de palavras, solta-as ao vento e pergunta a todos aqueles com quem te cruzares. O que leste hoje? E amanhã, o que vais ler?

22 fevereiro, 2007

Porquê o Livro? II

Sugestão de:

Margarida Moura: Professora de Língua Portuguesa; elemento da equipa da Biblioteca Escolar




Livro: “O Aniversário da Infanta”Oscar Wilde

Por que escolhi este livro?

A minha curiosidade foi despertada por uma encadernação resistente, ricamente ilustrada e deliciosamente colorida, características que se mantêm ao longo do livro.
Os olhos passaram sôfregos sobre a história de uma infanta espanhola que comemora doze anos de idade. Já sem mãe e com um pai ausente e deprimido, que vive mergulhado em lembranças da rainha, morta seis meses depois do nascimento da infanta, ela só quer divertir-se, pois, apesar de todo o protocolo, é ainda uma criança.

O ponto alto da festa é o espectáculo para ela preparado, em que entram touros e toureiros de brincadeira, teatro de fantoches, prestidigitadores, ginastas, mágicos, música e dança. A tudo a infanta assiste entusiasmada, mas só quando entra em cena um anão “bamboleando-se nas pernas arqueadas e abanando a cabeça disforme”, o seu prazer é real, a ponto de lhe atirar para a arena a rosa do seu cabelo e querer ver, mais tarde, nova interpretação.
A paixão do anão pela infanta é imediata, não lhe ocorrendo sequer que era impensável para uma princesa espanhola nutrir sentimentos por alguém tão disforme e inferior.
O desconhecimento do seu aspecto físico e das crueldades do mundo real, levam-no a correr e a saltar, livre, pelos jardins do palácio, cantando o seu amor e escandalizando as altivas flores, cada uma mais nobre do que a outra, mas encantando pássaros e lagartos, que amam a liberdade como ele.
A longa espera pelo segundo espectáculo pedido pela princesa, fá-lo entrar no palácio e rebuscar cada sala em busca do seu amor. Embrenhado nas ricas tapeçarias, lustres, pérolas do dossel, veludos e quadros de figuras reais, vislumbra, de repente, um ser monstruoso, feio, pequeno e disforme, que repete cada gesto seu, cada olhar, cada trejeito. A súbita consciência de que está a olhar para si próprio, assusta-o mais do que a morte, pois apercebe-se que, afinal, o que encantou a princesa não foi a sua graça, o seu espírito, mas a sua fealdade. Não era amor, mas gozo, escárnio. Roja-se no chão, tomado pela dor, de coração partido. Nem a chegada da princesa o reanima. Ela insiste que ele dance, indiferente, sem se aperceber da sua partida e ao ser disso informada, exige que, de futuro, os bobos não tenham coração.

É, no fundo, uma história de amor, cheia de obstáculos e preconceitos, que nos alerta para a importância de ver para além do aspecto físico e para o cuidado que devemos ter com os sentimentos dos outros, pois, tal como escreveu Saint-Exupéry, no seu livro “O Principezinho” – “Somos para sempre responsáveis pelas pessoas que cativamos”. Margarida Moura


Biografia:
Oscar Wilde nasceu em Dublin, Irlanda, a 16 de Outubro de 1854, e morreu em Paris a 30 de Novembro de 1900, vítima de meningite.
Escreveu sobretudo comédias e contos, inclusive infantis, sendo “O Retrato de Dorian Gray” o seu único romance.
Entre as comédias e contos destacaram-se “Uma Mulher sem Importância”, “Um Marido Ideal”, “A Importância de ser Sério”, “O Príncipe Feliz” e “O Aniversário da Infanta”, estes últimos contos infantis, em que é retratada a criança que vive em cada um de nós, com lições de moral belas e puras.

Livro recomendado no programa de português do 5º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula - Grau de Dificuldade III

Consulta na Internet:

15 fevereiro, 2007

Vencedor(a) da "A Mais Bela Carta de Amor"


Concurso Literário
"A Mais Bela Carta de Amor"

14 de Fevereiro "Dia de S. Valentim" ou "Dia dos Namorados"

Aluna vencedora: Cátia Sofia Amorim, nº 5 do 7º B





A mais bela carta de amor

Quando te conheci,
Nunca mais dormi,
Mas depois partiste e eu fiquei,
E de ti nada sei.

Junto a ti,
Quis acreditar,
Que te podia amar,
Mas quando te perdi,
Meu amor não ficou por aqui.

Alguém me perguntou,
Se já te esqueci,
Não menti,
Não neguei,
Porque ainda estás em mim.

O meu amor nunca se vai,
Porque está em mim,
é sempre assim,
porque um grande amor,
Nunca tem fim.
Pedralva, 31 de Janeiro de 2007
-
Parabéns Cátia!
Obrigado a todos os participantes!

07 fevereiro, 2007

Inauguração da Biblioteca


Drum - Loretta Lux

07/02/2007

Programa Cultural
11.00 horas

Inauguração do novo espaço pela Presidente do Conselho Executivo Drª Mª Ivone Saraiva.

Momento Dramático “Pequena História das Bibliotecas” – participação dos “Amig@s da Biblioteca”: Lorredana Pereira, Joana da Silva, Diogo Martins, Catarina Prata e Inês Oliveira.

Entrega dos cartões de identificação aos “Amig@s da Biblioteca”.

Momento Musical (Guitarra) – “Minuete J. S. Bach - participação das alunas, Joana Gaio e Mariana Maia.

Momento Poético – participação da professora, Margarida Moura e das alunas, Sara Silva (5º B), Joana Gaio (6º A) e Ângela Simões (6º D).

Recitação de Poemas:
“Mistérios do Mar” de Marcial Salavery
“Um livro é…”de Filipa Peres (8 anos)”
“São como um cristal” de Eugénio de Andrade
“Camões” de Manuel Lourenço
“Páginas em Branco” de Kiang – Si
“Os poemas” de Mário Miranda Quintana”

Momento Musical (Flauta) – participação dos alunos do 7º A: Tânia Baía, Raquel Damasceno, Marlene Pinto, Tânia Jesus, Micael Lourenço, Nicole Lameirinhas, Andreia Carvalho, Catarina Lopes, Ana Seabra, Ana Cruz, Joana Pinhal e Joana Correia.

Momento Musical (Acordeão) – participação dos professores convidados, Olga Peixinho e Joaquim Peixinho.

Encerramento – Equipa da Biblioteca: Professores: Noémia M. Lopes, Margarida Moura, Aura Gonçalo, Pedro Almeida e Auxiliar da Acção Educativa, Clarinda Gonçalves.

Momento de Festa (caixa de rufo) – participação dos alunos do 5º A, Rui Gomes e Rui Neto.

"Espumante de Honra"

Durante o evento será feita a projecção em Powerpoint “O que é um livro” da autoria da Professora Carla Rodrigues.

Exposição de Ilustração e Escultura dos alunos do 8º B, 8º C e 8º D

Apresentação do Blogue da Biblioteca “O Sabichão”
Endereço: http://bibliotecavilarinho.blogspot.com/

05 fevereiro, 2007

Porquê o Livro? I

Sugestão de:


Noémia Lopes – Professora de História e Geografia de Portugal;
Coordenadora da Biblioteca EB 2,3 de Vilarinho do Bairro.




A escolha recaiu em "O Velho Que Lia Romances de Amor" de Luís Sepúlveda como poderia ter recaído noutro escritor Americo-Latino, fosse ele Gabriel García Marques, Jorge Amado, Isabel Allende ou Laura Esquivel, escritores por quem sinto verdadeira paixão na forma como narram e descrevem o social-político-cultural dos seus países.
Este pequeno e imenso livro foi "devorado" nos acessos de febre de uma gripe de Inverno e talvez por isso tivesse permanecido em letargia, ressurgindo com o desafio lançado pelo blogue da Biblioteca.
"O Velho Que Lia Romances de Amor" consegue em poucas páginas descrever um mundo que me é particularmente querido: Antropologia versus Ecologia, daí a razão da minha escolha.
E porque é um livro que se lê depressa talvez o possa recomendar a quem queira "embrenhar-se" na magia e crueza da Selva Amazónica.
Fica ao vosso dispor na nossa Biblioteca.

"O Velho Que Lia Romances de Amor"
de Luis Sepúlveda

Antonio José Bolívar Proaño, nascido e criado em San Luís, povoado serrano encostada ao vulcão Imbadura, comprometido aos treze anos com aquela que viria a ser sua mulher, Dolores Encarnacion del Santíssimo Sacramento Estupiñán Otavalo, agricultor sem eira nem beira, tentador da sorte no plano de colonização da Amazónia, viajante em canoa, autocarro e a pé, passando por El Dorado, Zamora, Loja; proprietário em El Idilio de dois hectares de floresta, terra fraca e infestada, aprendiz dos costumes dos Xuar na luta pela sobrevivência, viúvo devido às altíssimas febres da malária… ele que só lia romances de amor…
"Trouxe-te dois livros.
Os olhos do velho iluminaram-se.
- De amor? O dentista fez que sim.
Antonio José Bolívar Proaño lia romances de amor, e em cada uma das suas viagens o dentista abastecia-o de leitura.
- São tristes? – perguntava o velho.
- De chorar rios de lágrimas – garantia o dentista.
- Com pessoas que se amam mesmo?
- Como ninguém nunca amou.
- Sofrem muito?
- Eu quase não consegui suportar
– respondia o dentista.
Mas o doutor Rubicundo Loachamín não lia os romances.
Quando o velho lhe pediu o favor de lhe trazer leitura, indicando
muito claramente as suas preferências – sofrimentos, amores infelizes
e desfechos felizes -, o dentista sentiu que estava perante um encargo
difícil de cumprir.
Pensava em como seria ridículo entrar numa livraria de Guaiaquil e
pedir: «Dê-me um romance bem triste, com muito sofrimento por causa do
amor e com um final feliz». Haviam de tomá-lo por um velho maricas, e
a solução veio ele a encontrá-la inesperadamente num bordel da
marginal.
Uma tarde, estava ele (…) com Josefina, uma esmeraldina de pele
brilhante como a de um tambor, quando viu um lote de livros arrumados
em cima da cómoda.
- Tu lês? – perguntou.
- Leio. Mas devagarinho – respondeu a mulher.
- E quais são os livros de que gostas mais?
- Os romances de amor – respondeu Josefina, acrescentando os mesmos
gostos de Antonio José Bolívar. A partir dessa tarde Josefina foi
alternando os seus deveres de dama de companhia com os de crítico
literário e, de seis em seis meses, seleccionava os dois romances que,
na sua opinião, proporcionavam maiores sofrimentos, os mesmos que mais
tarde Antonio José Bolívar Proaño lia na solidão da sua choça diante
do rio Nangaritza.
…num "inferno verde" e perdido, naquela "região maldita", que lhe
arrebatara o amor e os sonhos, mas que afinal nunca conseguiu odiar.



Luis Sepúlveda, nascido em Ovalle, Chile em 1949, contemplado em
Oviedo com o Prémio Tigre Juan, homenageado por esta obra espantosa,
que nos percorre a mente como um filme e onde o actor principal é a
floresta da Amazónia.
Luís Sepúlveda, que dedicou este livro ao seu amigo Chico Mendes, uma
das figuras mais destacadas do Movimento Ecologista e assassinado por
defender a "causa índia", conta-nos uma história rápida, repleta de
descrições luxuriantes ao mesmo tempo que narra o quotidiano de um
mesmo espaço, coabitado por brancos e índios.
Luís Sepúlveda, escritor, realizador, jornalista e activista, membro
da Unidade Popular Chilena nos anos 70, exilado após o golpe militar
de Pinochet, actualmente a residir em Espanha, tendo trabalhado em
inúmeros países da América do Sul e vivido entre os índios Xuar numa
missão da UNESCO, contribuiu para a formação literária de Noémia
Maria, transmissora de História e ouvinte de histórias e que "arruma""O Velho Que Lia Romances de Amor" entre os dez melhores livros que
leu, na prateleira de cima da sua "Biblioteca" interior.
Bibliografia de Luis Sepúlveda
• As Rosas de Atacama;
• Contos Apátridas;
• Diário de um Killer Sentimental;
• Encontro de Amor num País em Guerra;
• O General e o Juiz;
• História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar;
• Histórias do Mar;
• Mundo do Fim do Mundo;
• Nome de Toureiro;
• O Velho que Lia Romances de Amor;
• Patagónia Express;
• O Poder dos Sonhos;
• Os Piores Contos dos Irmãos Grim;
• Uma História Suja.
Consulta na Internet:

29 janeiro, 2007

Porquê o Livro?

Joe Sorren


«Um dia li um livro e toda a minha vida mudou. Desde a primeira página,
sofri com tanta força o poder do livro que senti o meu corpo apartado da
cadeira e da mesa a que me sentava. No entanto, ao mesmo tempo que
experimentava a sensação de que o meu corpo se afastava de mim, todo
o meu ser continuava, mais do que nunca, sentado na cadeira, à mesa, e o
livro manifestava todo o seu poder não só na minha alma, mas em tudo
o que compunha a minha identidade». Orhan Pamuk A Vida Nova


O mote está dado:
Lançámos o desafio à comunidade escolar (Alunos, Professores, Funcionários e Encarregados de Educação) para que nos falassem de livros! Queremos partilhar com todos o gosto pela leitura e nada melhor do que perceber a importância do livro naqueles que nos são mais próximos. Esse livro poderá ser O Livro da minha Vida, O Último Livro que Li, O Primeiro Livro que Li, ou outro. No fundo, será aquele que poderá influenciar e criar novos leitores e o que se pede são algumas palavras sobre a obra, referindo o que mais gostaram do livro, ou simplesmente o que considerem importante.



"Os livros da minha vida"
Paulo Ramalho
Revista A Mar Arte, Inverno/Primavera/98

Recordo Sandokan mas não o exacto dia
em que ele saltou da selva para o livro que eu lia.
Júlio Verne, esse, chegou de balão
e pousou-me devagarinho na palma da mão.
Depois houve uma ilha e um tesouro
(a memória agora zune como um besouro),
Tom Saywer, a quem disputei a namorada,
Dumas, de quem herdei esta espada quebrada,
e Dois Aventureiros sempre à roda do Mundo
em livros velhos, de folhas soltas e aspecto imundo,
que comprava a um alfarrabista da esquina
cujo cabelo tinha risca, caspa e brilhantina.
Lembro-me de ser o Robin dos Bosques de mim menino:
vivia mil aventuras, roubava a cada herói o seu destino.
Agora, se ainda cavalgo estas histórias contra o vento,
já me pesa a lança, já me arrasto no jumento;
deixei lá atrás, nas planícies brancas da infância,
O meu selim de prata, perdi muitos livros na distância.
Em troca encontrei um dia Borges no seu labirinto
e antes dele Hemingway, com quem pesquei, bebi vinho tinto
e vi correr o sangue nas arenas da altiva Espanha
(não li ainda o Quixote, guardo-me de tanta quimera, tanta façanha,
por ora basto-me com Eça, Cesário, Pessoa
– e vejo moinhos da Ibéria nas tascas da Madragoa)
Calvino recebeu-me num castelo. Chamou-me Visconde,
falou de Cidades Invisíveis, lugares misteriosos onde
sonho e magia cruzam sem cessar as nossas Vidas.
Tolkien estava ao lado e disse: "falamos, claro de Eras idas".
Mas eu discordei: "há ainda Macondo, dos Cem Anos de Solidão,
cujos Buendias revisito sempre com a mesma emoção".
Depois olhei para as mãos e acrescentei: "E há os poetas".
(Sabes, Ruy, também eu atribuo à poesia
a reconquista trabalhosa da margem da alegria.
Por isso não esqueço Elsinore do Cesariny, O'Neil e as setas,
Whitman – ele próprio, Sofia serenamente ao sul,
Os miasmas de Baudelaire e a colher de Herberto na minha boca azul).



22 janeiro, 2007

Memória de Miguel Torga
No centenário do seu nascimento
Nos doze anos da sua morte




“Vou falar-lhes de um Reino Maravilhoso”…
O “reino” onde nasceu, S. Martinho de Anta, Concelho de Sobrosa, a 12 de Agosto de 1907, inspirou-o no seu tom de escrita onde predominam a “Linguagem” das terras transmontanas, a poesia de um mundo rural e as forças telúricas das paisagens e das figuras.
Seu nome de baptismo, Adolfo Correia da Rocha, exerceu medicina na cidade de Coimbra onde faleceu há doze anos no dia 17 de Janeiro de 1995, indo a sepultar na sua terra natal em Trás-os-Montes.
A sua obra literária atravessou diferentes géneros. Foi poeta, contista, romancista e dramaturgo.
Autor de mais de 50 obras, estreou-se na Literatura em 1928 aos 21 anos com o livro de poesia “Ansiedade” deixando de escrever em 1993.
Poeta Universal, Miguel Torga expressou o seu dramatismo, a sua maneira de estar no mundo com os olhos e os sentimentos de português.

Coimbra, 13 de Outubro de 1968 – Oito horas de sonambulismo nos campos do Mondego, cobertos de quietude e de toalhas de água, onde a alma se embebeda de silêncio e os choupos se narcisam.
Esta paisagem coimbrã tem o diabo dentro dela. No Alentejo, caminho; em Trás-os-Montes, trepo; aqui, levito.
Diário XI

Na sua obra poética destacam-se alguns dos seguintes títulos: “Rampa”; “Tributo”; “Abismo”; “Cântico do Homem”; “Poemas Ibéricos” …
Na prosa: “Contos da Montanha”; “Pedras Lavradas”; “Vindima”; “Um Reino Maravilhoso”; “A Criação do Mundo”; “Os Bichos”;
livros em Poesia e Prosa como é o caso dos seus Diários (Publicou até ao “Diário XIV” em 1990).
Também passou pelo Teatro onde escreveu, “Terra Firme”; “O Paraíso”; “Sinfonia”; “Mar”…

Biografia
Sonho, mas não parece.
Nem quero que pareça.
É por dentro que eu gosto que aconteça
A minha vida.
Íntima, funda, como um sentimento
De que se tem pudor.
Vulcão de exterior
Tão apagado,
Que um pastor
Possa sobre ele apascentar o gado.
Mas os versos, depois,
Frutos do sonho e dessa mesma vida
É quase á queima-roupa que os atiro
Contra a serenidade de quem passa.
Então, já não sou eu que testemunho
A graça
Da poesia: É ela, prisioneira,
Que, vendo a porta da prisão aberta,
Como chispa que salta da fogueira
Numa agressiva fúria se liberta.

Auto- Retrato do homem e poeta

Descobre Miguel Torga
Começa por ler a sua poesia
Consulta na Internet:

Related Posts with Thumbnails